quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PERNAMBUCO FICA DE FORA

PERNAMBUCO FICA DE FORA


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PERNAMBUCO FICA DE FORA
por Vandeck Santiago
A escolha do nome de Beto Albuquerque para vice na chapa de Marina Silva traz de imediato uma constatação: Pernambuco ficou de fora da sucessão. “De fora”, bem entendido, da participação direta na chapa presidencial. Em outras circunstâncias isso seria apenas um detalhe, mas neste momento ela se impõe porque até o último dia 13 a sucessão passava diretamente por aqui, com a candidatura de Eduardo Campos. A morte trágica do ex-governador pernambucano deixou o estado sem o seu principal líder político da atualidade e, agora, fora da sucessão. Há um simbolismo nisso que vai além de uma simples escolha de nomes.
Não se trata aqui deixar de ver os méritos do escolhido, Beto Albuquerque, para o cargo. Deputado federal pelo Rio Grande do Sul, líder do PSB na Câmara, homem de confiança do próprio Eduardo Campos, um dos principais defensores da candidatura própria do partido, ele combina perfeitamente com o papel que agora vai desempenhar. Além do que, a própria viúva de Eduardo, Renata Campos, recusou o convite para ser ela a vice (o que é compreensível tendo-se em vista sua situação de mulher que acaba de perder o marido e tem 5 filhos para criar, um deles ainda em fase de amamentação).
A questão não é pessoal – é geopolítica. A falta de um nome pernambucano na chapa implica outra ausência: a do Nordeste, região que tem tido um peso fundamental nas últimas eleições presidenciais. Digo fundamental não porque os candidatos vitoriosos tenham sido vitoriosos só por conta dos votos recebidos na região – é só contar a votação de cada um para ver que a vantagem do vencedor sempre foi nacional. Mas durante toda a campanha – na fase inicial, no meio, no momento em que começa o segundo turno – o candidato mais forte na região sempre conta com uma retaguarda que lhe dá tranquilidade para suportar as oscilações do período eleitoral (sobretudo nas pesquisas).
Eduardo Campos talvez não fosse o candidato a ser o mais votado no Nordeste. Mesmo em Pernambuco, segundo pesquisas antes do seu desaparecimento, Dilma Rousseff aparecia em primeiro lugar. De todo modo, não se sabe o que iria acontecer no futuro. Eduardo era da região e teria um discurso e um plano específico para o Nordeste – as próprias críticas que ele viesse a fazer à candidata petista, sobre obras paradas ou com problemas, teria um impacto mais profundo do que as feitas por outros candidatos.
Estamos aqui vendo o possível impacto eleitoral de um pernambucano/nordestino na chapa. Há outro impacto também que diz respeito diretamente aos interesses do(s) estados (s). Com a Federação capenga que temos, é ingenuidade supor que todos os estados e regiões são tratados igualitariamente, de acordo com as suas necessidades e produção. Não é assim. Muitas das decisões são políticas (não confundir, pelo amor de Deus, com “politiqueiras” – elas até acontecem, mas não são o tema deste artigo).
Novamente Eduardo Campos é referência para o que estamos dizendo. Ele construiu sua candidatura à Presidência da República sobretudo em virtude do sucesso que obteve como governante – e o sucesso que obteve como governante foi motivado também pelos investimentos e apoios que teve do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Daí se sobressaem duas coisas: o apoio do governo federal e a competência do governo estadual para lidar com o apoio recebido (outros governantes também foram beneficiados e não conseguiram o sucesso de Eduardo).
Na relação da geopolítica, é importante que os estados tenham peso para fazer valer suas reivindicações ou o atendimento de suas necessidades. Quando surgiu a chapa Eduardo Campos-Marina Silva a primeira coisa que me chamou a atenção foi que, coincidentemente ou não, era uma composição que unia as duas regiões mais pobres do país, Nordeste e Norte. Não que isso, por si só, os tornassem mais merecedores do voto do que PT e PSDB, ou mais aptos, ou mais competentes. Era só uma constatação: as duas regiões mais excluídas do Brasil acabaram, sem querer, produzindo dois candidatos à Presidência (ambos saídos do mesmo ventre, o do governo petista).
É a soma de todas essas considerações que faz com que se destaque a ausência de um pernambucano/nordestino na chapa que antes era encabeçada exatamente por alguém do estado e da região. Veremos no futuro próximo se esta ausência fará falta à campanha do PSB.

Mãe de jornalista morto pede libertação de outros reféns na Síria


Mãe de jornalista morto pede libertação de outros reféns na Síria


Sequestrado há 2 anos, James Foley teria sido degolado por jihadistas.
'Deu sua vida mostrando ao mundo o sofrimento do povo sírio', diz mãe.

Da EFE
James Foley em foto de 5 de novembro em Aleppo, na Síria (Foto: Nicole Tung/AFP)James Foley em foto de 5 de novembro em Aleppo, na Síria. (Foto: Nicole Tung / AFP Photo)
A mãe do jornalista americano James Wright Foley pediu nesta quarta-feira (20) a libertação dos reféns das mãos dos jihadistas na Síria, depois de os extremistas divulgarem um vídeo no qual mostram a suposta decapitação do jovem, sequestrado em 2012.
"Nunca estivemos mais orgulhosos de nosso filho Jim. Deu sua vida tentando mostrar ao mundo o sofrimento do povo sírio. Imploramos aos sequestradores que perdoem a vida dos demais reféns. Como Jim, são inocentes e não têm controle sobre a política do governo americano no Iraque, na Síria, nem em nenhum lugar do mundo", escreveu Diane Foley no Facebook.
O governo dos Estados Unidos investiga a autenticidade de um vídeo de jihadistas que mostra o que seria a decapitação do jovem jornalista.
"Agradecemos a Jim por toda a alegria que nos deu. Foi um extraordinário filho, irmão, jornalista e pessoa. Por favor, respeitem nossa privacidade nos dias de luto em sua honra", continuou a mãe do jornalista em uma breve nota publicada na página que a família criou para pedir a libertação do jornalista.
Caitlin Hayden, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, explicou horas antes que "a comunidade de inteligência está trabalhando tão rápido quanto possível para determinar a autenticidade do vídeo".
"Se for verdadeiro, estamos horrorizados pelo brutal assassinato de um jornalista americano inocente, e expressamos nossas profundas condolências à sua família e aos seus amigos", afirmou a porta-voz.
Philip Balboni, presidente do "GlobalPost", onde Foley trabalhava quando foi capturado na Líbia em 2011 junto do fotógrafo espanhol Manu Brabo e da jornalista americana Clare Gillis, agradeceu as mensagens de apoio e pediu orações por Jim e sua família.
Balboni explicou que a longa investigação para determinar seu paradeiro fez pensar a princípio que tinha sido capturado pelas tropas do governo sírio de Bashar al-Assad. No entanto, obtiveram mais adiante informação que apontava a autoria para o Estado Islâmico na Síria, embora esclareça que à pedido da família e para protegê-lo não tornaram esse dado público.
No vídeo, divulgado na terça (19) através de foros jihadistas, Foley se despede de sua família e acusa o governo dos EUA de ser o culpado de sua execução por causa da recente intervenção no Iraque, antes de ser degolado diante da câmera por um encapuzado que falava em inglês.
Imagem do vídeo divulgado na internet que mostra a suposta decapitação de Jame Foley (Foto: Reprodução/Archive.org)Imagem do vídeo divulgado na internet que mostra
a suposta decapitação de Jame Foley.
(Foto: Reprodução/Archive.org)
A gravação começa com o discurso feito no último dia 7 pelo presidente americano, Barack Obama, no qual anunciou o começo dos bombardeios sobre o Estado Islâmico (EI) no norte do Iraque para conter seu avanço em direção ao Curdistão e permitir a assistência humanitária a milhares de deslocados.
Logo depois Foley pedindo que sua família e amigos se levantem contra as autoridades americanas, e diz que elas puseram "o último prego em seu caixão" com os bombardeios no Iraque.
O vídeo termina com o encapuzado ameaçando de morte outro jornalista americano sequestrado, Steven Joel Sotloff, cuja vida "depende da próxima decisão de Obama".
Os familiares de Foley, de 39 anos e jornalista do site americano GlobalPost, disseram em comunicado em janeiro de 2013 que um grupo desconhecido de homens armados o tinha sequestrado em uma zona do noroeste do país em 22 de novembro.
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Pastor Everaldo promete privatizar Petrobras se for eleito


Pastor Everaldo promete privatizar Petrobras se for eleito

Candidato do PSC à Presidência deu entrevista ao vivo no Jornal Nacional.
Ele respondeu sobre inexperiência e sobre a mudança de discurso.

Do G1, em Brasília
O candidato do PSC à Presidência da República, Pastor Everaldo, afirmou nesta terça-feira (19), em entrevista ao vivo ao Jornal Nacional, que, se eleito, vai privatizar a Petrobras.
Segundo ele, a empresa é um "foco de corrupção e tem uma dívida astronômica".
(Veja a íntegra da entrevista em "Pastor Everaldo é entrevistado no Jornal Nacional".)
"Eu vou privatizar a Petrobras. A Petrobras hoje, uma empresa que foi orgulho nacional, hoje é um foco de corrupção e uma dívida astronômica de mais de R$ 300 bilhões. Então, eu vou privatizar. O petróleo é nosso, mas a Petrobras hoje não é nossa", declarou.
O candidato disse que transferirá à iniciativa privada "tudo o que for possível", em referência às empresas estatais, para alocar os recursos na saúde, educação e segurança pública. "Eu vou fazer corte na carne. Defendo um Estado mínimo. Vou reduzir o número de ministérios de 39 para 20", disse. Ele disse, porém, que não vai privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, que "representam a segurança do sistema financeiro".
Ele também prometeu isentar do pagamento de imposto de renda todos os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. Atualmente, estão isentos do pagamento do IR os que ganham até R$ 2.138 mensais. O dinheiro dos impostos é o que financia as ações do governo.
O presidenciável foi indagado sobre a inexperiência em cargos públicos e se os problemas brasileiros não seriam complexos demais para um principiante.
O candidato respondeu dizendo que aprendeu na vida a trabalhar em equipe. "Fui servente de pedreiro. Se preciso pintar uma parede , chamo um pintor", declarou. Segundo ele, é possível governar com "os melhores quadros", independentemente do partido ao qual pertencem.
Acrescentou que inexperiência não o assusta "nem um pouco" e negou postura voluntarista. "Eu acredito que a diferença do Estado para a iniciativa privada é só que o Estado hoje não trabalha com meritocracia e eu vou empreender isso aí no governo".
Patrícia Poeta perguntou se qualquer pessoa poderia exercer a Presidência da República. "Eu acredito que qualquer pessoa que se diponha a ser presidente da República e acredite, que trabalhe… Ninguém faz nada sozinho, só se trabalha em equipe. Eu acredito desta maneira", afirmou.

Ideologia, toma-lá-dá-cá, propostas
Em outra parte da entrevista, William Bonner lembrou do apoio do candidato ao trabalhismo, que defende uma presença forte do Estado na economia, em oposição ao programa de governo do PSC, que defende o liberalismo clássico, que prega um Estado mínimo, incluindo menos regulamentação e flexibilização das leis trabalhistas.
"Essa sua defesa do liberalismo é uma defesa sincera ou é uma conveniência eleitoral?", questinou Bonner.
O candidato respondeu que o discurso de esquerda sempre o cativou pela origem pobre. "Para mim, essa era uma proposta interessante e acreditei o tempo todo que ela era a melhor. Mas no último governo, da atual presidente, eu vi que foi estabelecido um aparelhamento do Estado. O Estado se agigantou de tal maneira que realmente contrariava os princípios que eu acreditava do empreendedorismo, da iniciativa privada. Então, hoje o governo está sufocando, quer tomar conta de tudo", afirmou.
Patrícia Poeta disse que há registros de que ele reclamou de o PSC não ter sido contemplado com ministérios no governo ao passo que o PCdoB, que elegeu uma bancada menor de deputados, tinha um ministério. A jornalista indagou se não tratava a participação no governo como um "toma-lá-dá-cá".
"Nós elegemos mais que o PCdoB. Nós, é natural que esperávamos um espaço maior no governo. Não é um toma-lá-dá-cá. Ficamos decepcionados pela maneira como foi formado o governo", disse.

Ao final, o candidato do PSC reafirmou ter compromisso "em defesa da vida do ser humano desde a sua concepção", disse que, para ele, casamento "é homem e mulher" e que é contra a legalização das drogas. Prometeu criar o Ministério da Segurança Pública. "Hoje o cidadão de bem está preso dentro de casa e o bandido está solto na rua. Vou inverter essa lógica e botar ordem na casa", afirmou.
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Manifestantes entram em confronto com a polícia na USP


Manifestantes entram em confronto com a polícia na USP


Grevistas bloquearam portões da Cidade Universitária nesta madrugada. 
PM usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha

Do G1 São Paulo
A Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar manifestantes que protestavam na manhã desta quarta-feira (20) na Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, Zona Oeste da capital paulista, como mostrou o Bom Dia São Paulo. Funcionários grevistas fecharam os portões do campus no fim da madrugada, mas, por volta das 7h10, apenas a entrada principal permanecia bloqueada.
Nesse horário, os manifestantes ocupavam a pista sentido bairro da Avenida Francisco Morato e também parte da Avenida Vital Brasil.

Por volta das 6h15, os manifestantes que já tinham fechado o portão principal da USP, o da Rua Alvarenga, também bloquearam a via com barricadas de lixo pegando fogo.
Com o objetivo de liberar a rua e dispersar a manifestação, os policiais militares utilizaram bombas de gás lacrimogêneo. Os manifestantes reagiram com pedras e paus, além de colocarem fogo em faixas. Com medo do confronto, motoristas davam ré e faziam conversões proibidas.
Passageiros de ônibus que passavam pela região foram atingidos pelo gás lacrimogêneo e desceram dos coletivos, continuando o trajeto a pé.
Hospital
O portão do Hospital Universitário foi liberado por volta das 6h para que possíveis emergências médicas pudessem ser atendidas.

Os manifestantes querem a reabertura das negociações salariais, protestam contra o corte do ponto e a possibilidade de transferência do Hospital Universitário para a administração municipal.
Por causa do protesto oito linhas estão com o trajeto alterado, segundo a SPTrans:
177H/10- Metrô Santana-Butantã /USP
701 U/10 - Metrô Santana-Butantã /USP
702 U/10 - Butantã USP/ Terminal Parque Dom Pedro II
7181/10 - Cidade Universitária-Terminal Princesa Isabel
7411/10 - Cidade Universitária- Praça da Sé
7725/10 - Rio Pequeno-Terminal lapa
8012/10-Metrô Butantã-Cidade Universitária
8022/10- Metrô Butantã-Cidade Universitária

Ainda de acordo com a SPTrans, 17 linhas foram afetadas pelo confronto na Rua Alvarenga.
Protestos
Desde o dia 4 de agosto, funcionários protestam contra o desconto dos dias parados. Cerca de 300 grevistas fecharam a entrada da reitoria e bloquearam também: o Centro de Práticas Esportivas, ao Departamento de Tecnologia e Informação, à Administração Central e à Prefeitura do Campus. Os restaurantes centrais e as três creches também foram fechados. No dia 5 de agosto, manifestantes acamparam no campus.

A greve de docentes e funcionários começou em 27 de maio e já é a mais longa dos últimos dez anos. As três categorias da USP reivindicam a derrubada do congelamento de salários proposto pelos reitores da USP, da Unesp e da Unicamp, que negociam com os sindicatos por meio do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Em 3 de setembro, está prevista uma reunião para mais uma rodada de negociações entre as representantes das universidades  e os sindicatos dos trabalhadores.
Nesta segunda-feira, algumas unidades da USP voltaram às aulas, mas outras permaneceram em greve. Foi o caso da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde os professores realizaram debates com os estudantes dos cursos para apresentar os motivos da greve e um calendário de aulas públicas e debates durante a semana.
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Policiais usam escudos e bombas de gás contra manifestantes na USP (Foto: Reprodução/TV Globo)Policiais usam escudos e bombas de gás contra manifestantes na USP (Foto: Reprodução/TV Globo)

Imagens inéditas mostram pela 1ª vez a queda do avião que matou Campos


Imagens inéditas mostram pela 1ª vez a queda do avião que matou Campos

Vídeo foi registrado por câmeras de prédio em construção em Santos, SP.
Desastre aéreo ocorreu no dia 13 de agosto e matou mais seis pessoas.

Do G1 Santos
Imagens feitas por câmeras de monitoramento de um prédio em construção em Santos, no litoral de São Paulo, obtidas com exclusividade pela TV Tribuna nesta terça-feira (19), mostram pela primeira vez o momento exato da queda do avião que matou o candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), e mais seis pessoas no dia 13 de agosto. Veja o vídeo do acidente acima e a reportagem completa do Jornal da Globo ao lado.
A demora na descoberta do vídeo se deve ao fato de o horário do sistema de monitoramento estar errado.
Outras imagens divulgadas anteriormente mostravam apenas o clarão, a fumaça e o fogo causados pela explosão, após o impacto da aeronave no solo. Essa nova imagem é a primeira que mostra o avião caindo, e deve ajudar nas investigações para descobrir as causas do desastre aéreo.
O caso
A queda do avião ocorreu por volta das 10h do dia 13 de agosto, em um bairro residencial de Santos. O candidato tinha uma agenda de campanha na cidade.
A Aeronáutica informou em nota que o avião decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá, também no litoral. "Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave", informou.
Além de Campos, outras 6 pessoas estavam na aeronave: Alexandre Severo Silva, fotógrafo; Carlos Augusto Leal Filho (Percol), assessor; Geraldo Magela Barbosa da Cunha, piloto; Marcos Martins, piloto; Pedro Valadares Neto e Marcelo de Oliveira Lyra
Arte acidente Campos 14.8.2014 - 13h (Foto: Arte/G1)Arte / G1
A Polícia Federal (PF) enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civil também vão investigar.
Caixa preta
A Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela investigação do acidente aéreo afirmou que já foram extraídas e analisadas por quatro técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) as duas horas de áudio da caixa-preta do jato que conduzia o ex-governador pernambucano para o litoral paulista. Entretanto, segundo a própria FAB, a gravação da caixa-preta do avião com prefixo PR-AFA não é do voo de Campos e sim de um outro voo realizado dias antes.
Em nota, a Força Aérea afirmou que, até o momento, não é possível determinar a data dos diálogos registrados na caixa-preta encontrada em Santos, em razão de o equipamento não arquivar esse tipo de informação.
Relógio
Parte do relógio de uma das vítimas da queda da aeronave foi encontrada na tarde desta segunda (18), no local do acidente. O item será encaminhado para investigação, juntamente com outros objetos do avião e pertences de passageiros e tripulação.
O relógio foi recuperado pela equipe da Defesa Civil da Prefeitura de Santos, durante os trabalhos de retirada de entulho no local do desastre aéreo. Mesmo desprotegido, sem vidro e com bastante areia, é possível notar que os ponteiros parados marcam 9h50, hora em que supostamente o avião teria caído.
Trem de pouso e flaps recolhidos
A Aeronáutica informou nesta terça ter constatado que o jato particular em que viajava o ex-governador de Pernambuco estava com otrem de pouso e os flaps recolhidos. O trem de pouso é composto por equipamentos e pneus para permitir a aterrisagem de aeronaves e os flaps são instrumentos na asa que reduzem a velocidade de aviões.
Reportagem publicada nesta terça no jornal "Folha de S.Paulo" revela que a Cessna, fabricante do jato Citation 560 XL, o mesmo modelo em que Campos viajava, alertou para o risco de a aeronave mergulhar abruptamente durante procedimento feito em subidas e arremetidas. O procedimento apontado pela fabricante é o recolhimento dos flaps.
Mapeamento 3D
Após o acidente ter ocorrido, a PF escaneou a área atingida pelo acidente aéreo. As imagens foram registradas com a utilização de um drone, veículo aéreo com câmera não tripulado.
O mapeamento 3D foi feito a partir das primeiras fotos e vídeos que foram colhidos pelos peritos, com o objetivo de realizar uma possível reconstituição do que aconteceu minutos antes da queda do jato particular. Com o material coletado, a expectativa é que a PF consiga entender e até percorrer com o equipamento o trajeto feito pela aeronave.
A ex-senadora, que  era vice na chapa de encabeçada por Campos, se filiou ao PSB em outubro de 2013 depois que seu partido, a Rede Sustentabilidade, não conseguiu registro no Tribunal Superior Eleitoral para disputar as eleições deste ano.
Vice
O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) confirmou na noite desta terça que será o candidato a vice-presidente da República pelo PSB, na chapa encabeçada pela ex-senadora Marina Silva. O anúncio foi feito em reunião na sede estadual do PSB no Recife.
VALE ESTA - cronologia Eduardo campos (Foto: Editoria de Arte/G1)Editoria de Arte / G1
"Não deixaremos pela metade o projeto que Eduardo começou. Nós iremos concluir esse projeto, vamos vencer a eleição para dar sequência e continuidade ao trabalho revolucionário que serve de base para Marina e para mim. A morte de Eduardo Campos não foi em vão", afirmou Albuquerque após a reunião.
Datafolha
Pesquisa feita pelo Datafolha para o jornal "Folha de S.Paulo" divulgada na edição de segunda mostra Dilma Rousseff (PT) com 36% das intenções de voto para presidente, seguida de Marina Silva (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%.
O levantamento foi o primeiro que incluiu um cenário com a ex-senadora Marina Silva no lugar do ex-governador Eduardo Campos como candidata à Presidência pelo PSB.
Veja a repercussão completa sobre a morte de Campos no Brasil e no mundo.
Os principais adversários de Campos na campanha eleitoral, Dilma e Aécio Neves (PSDB), cancelaram os compromissos de campanha por alguns dias após a tragédia em Santos.
Todos os comitês da presidente Dilma Rousseff suspenderam as atividades após a confirmação da morte. "Estou absolutamente perplexo", afirmou Aécio Neves no Rio Grande do Norte.
Dilma decretou luto oficial de três dias. "Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência", afirmou a presidente em nota oficial.
Sepultamento
O corpo de Eduardo Campos foi enterrado na noite do domingo (17), no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.
O sepultamento foi seguido por uma multidão, que acompanhou o cortejo de cerca de dois quilômetros do Palácio do Campo das Princesas até o cemitério, na área central do Recife.
De acordo com a Polícia Militar (PM), somando velório, cortejo e sepultamento, participaram das cerimônias fúnebres cerca de 160 mil pessoas.
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